A história mostra-nos o mais largo horizonte da humanidade, oferece-nos os conteúdos tradicionais que fundamentam a nossa vida, indica-nos os critérios para avaliação do presente, liberta-nos da inconsciente ligação à nossa época e ensina-nos a ver o homem nas suas mais elevadas possibilidades e nas suas realizações imperceptíveis.(...)A experiência do presente compreende-se melhor reflectida no espelho da história. Karl Jaspers

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Meio Ambiente




Causa dos Impactos Ambientais e as Conseqüências dos desastres naturais


Erroneamente, os seres humanos sempre consideram a Terra uma fonte inesgotável de recursos e dotada de uma infinita capacidade de diluição de recursos. Com seu incrível crescimento populacional, eles tomaram para si muitos recursos destinados também a outros seres vivos, como água, alimento e espaço. Assim foram eliminando as espécies que competiam com eles, com suas lavouras e suas criações.
Sempre que o ser humano esgotou os recursos de um ambiente, procurou um novo lugar. Com o tempo entretanto, nosso planeta está mostrando o que realmente é: uma porção limitada do universo, com um sistema de vida extremamente frágil. A Terra é como uma nave, que nos conduz em permanente viagem pelo espaço. Nós, os “passageiros da Terra”, enfrentando dois grandes problemas: aumentando a nossa poluição a um ritmo de quase dez milhões por mês e temos de sobreviver unicamente com as “provisões de bordo”, sem possibilidade de parada para reabastecimento. A raça humana parecia se conscientizar do grave perigo que corremos com a degradação do planeta, precisamos tomar conhecimento do que podemos fazer a respeito para que a espécie humana e o planta sobrevivam, o que podemos fazer para mudar o quadro de rápida redução da diversidade biológica. O caminho para a solução dos problemas é a tomada de conhecimento do que estamos fazendo contra o planeta.

Impactos ambientais e suas causas

Desde que os mais distantes antepassados do homem surgiram na Terra, eles vêm transformando a natureza. Durante muitos séculos, o homem foi bastante submisso a natureza. Enquanto ele era caçador e coletor, sua ação sobre o meio ambiente restringia-se a interferência em algumas cadeias alimentares, ao caçar certos animais e colher certos vegetais para seu consumo. A utilização do fogo foi, talvez, a primeira grande descoberta realizada pelo homem, permitindo que ele se aquecesse nos dias mais frios e cozinhasse seus alimentos. Ainda assim, o impacto sobre o meio ambiente era muito reduzido. Com o passar do tempo, alguns grupos humanos descobriram como cultivar alimento e como criar animais. Com a revolução agrícola, há aproximadamente 10.000 a.C, o impacto sobre a natureza começou a aumentar gradativamente, devido a derrubada das florestas em alguns lugares para permitir a pratica da agricultura e pecuária. Além disso, a derrubada de matas proporcionava madeira para a construção de abrigos mais confortáveis e para a obtenção de lenha. A partir de então, alguns impactos sobre o meio ambiente já começaram a se fazer notar: alterações em algumas cadeias alimentares, como resultado da extinção de espécies animais e vegetais; erosão do solo, como resultado de pratica agrícolas impróprias; poluição do ar, em alguns lugares, ela queima das florestas e da lenha; poluição do solo e da água, em pontos localizados, por excesso de matéria orgânica.
É importante perceber que, paralelamente a espantosa aceleração do crescimento demográfica, ocorreu avanços técnicos inimagináveis para o homem antigo, que aumentaram cada vez mais capacidade de transformação da natureza. Os ecossistemas têm incrível capacidade de regeneração e recuperação contra eventuais impactos esporádicos, descontínuos ou localizados, muitos dos quais provocados pela própria natureza, mas a agressão causada pelo homem e contínua, não dando chance nem tempo para a regeneração do meio ambiente. O homem também é parte integrante do meio em que vive. Ele também é componente da frágil cadeia que sustenta a vida no planeta, e não o senhor absoluto da natureza, e, embora não lhe seja mais submisso, continua precisando dela para a sua sobrevivência e para a sobrevivência de milhares de espécies dos diversos ecossistemas. Daí a necessidade premente de se rediscutir o modelo de desenvolvimento, o padrão de consumo, desigual distribuição de riqueza e o padrão tecnológico existentes no mundo atual.

Principais impactos

Impacto ambiental deve ser entendido como um desequilíbrio provocado por um choque, resultante da ação do homem sobre o meio ambiente. No entanto, pode ser resultados de acidentes naturais: a explosão de vulcão pode provocar poluição atmosférica. Mas devemos dar cada vez mais atenção aos impactos causados pela ação do homem. Quando dizemos que o homem causa desequilíbrios, obviamente estamos falando do sistema produtivo construído pela humanidade ao longo de sua historia. Estamos falando do particularmente do capitalismo, mas também do quase finado socialismo.
Um impacto ocorrido em escala local, posa ter também conseqüências em escala global. Por exemplo, a devastação de florestas tropicais por queimadas para a introdução de pastagens pode provocar desequilíbrios nesse ecossistema natural. Mas a emissão de gás carbônico como resultado da combustão das árvores vai colaborar para o aumento da concentração desse gás na atmosfera, agravando o “efeito estufa”. Assim, os impactos localizados, ao se somarem, acabam tendo um efeito também em escala global.

As florestas tropicais

Um dos principais impactos ambientais que ocorrem em um ecossistema natural é a devastação das florestas, notadamente das florestas tropicais, as mais ricas em biodiversidades. Essa devastação ocorre basicamente por fatores econômicos, tanto na Amazônia quanto nas florestas africanas e nas do Sul e Sudeste Asiático. O desmatamento ocorre principalmente como conseqüência da:
- Extração da madeira para fins comerciais;
- Instalação de projetos agropecuários;
- Implantação de projetos de mineração;
- Construção de usinas hidrelétricas;
- Propagação do fogo resultante de incêndios;

A exploração madeireira é feita clandestinamente ou, muitas vezes, com a conivência de governantes inescrupulosos e insensíveis aos graves problemas ecológicos decorrentes dela. Não levam em conta os interesses das comunidades que habitam os lugares onde são instalados, nem os interesses da nação que os abriga porque, com raras exceções, esses projetos são comandados por grandes grupos transnacionais, interessados apenas em auferir altos lucros. Os incêndios ou queimadas de florestas, que consomem uma quantidade incalculável de biomassa todos os anos, são provocados para o desenvolvimento de atividades agropecuárias. Podem também ser resultado de uma prática criminosa difícil de cobrir ou ainda de acidentes, inclusive naturais.
A primeira conseqüência do desmatamento é a destruição da biodiversidade, como resultado da diminuição ou, muitas vezes, da extinção de espécies vegetais e animais. Muitas espécies que podem ser a chave para a cura de doenças, usadas na alimentação ou como novas matérias-primas, são totalmente desconhecidas do homem urbano-industrial e correm o risco de serem destruído antes mesmo de conhecidas e estudado. Esse patrimônio genético é bastante conhecido pelas várias nações indígenas que habitam as florestas tropicais, notadamente a Amazônia. Mas essas comunidades nativas também estão sofrendo um processo de genocídio e suicídio étnico que tem levado a perda de seu patrimônio cultural, dificultando, portanto, o acesso aos seus conhecimentos.
Um efeito muito sério, do desmatamento é o agravamento dos processos erosivos. Em uma floresta, as árvores servem de anteparo para as gotas de chuva, que escorrem pelos seus troncos, infiltrando-se no subsolo. Além de diminuir a velocidade de escoamento superficial, as árvores evitam o impacto direto da chuva com o solo e suas raízes ajudam a retê-lo, evitando a sua desagregação. A retirada da cobertura vegetal expõe o solo ao impacto das chuvas. As conseqüências dessa interferência humana são várias.

Conseqüências:
- Aumento do processo erosivo, o que leva a um empobrecimento dos solos, como resultado da retirada de sua camada superficial, e, muitas vezes, acaba inviabilizando a agricultura;
- Assoreamento de rios e lagos, como resultado da elevação da sedimentação, que provoca desequilíbrios nesses ecossistemas aquáticos, além de causar enchentes e, muitas vezes, trazer dificuldades para a navegação;
- A elevação das temperaturas locais e regionais, como conseqüência da maior irradiação e calor para atmosfera a partir do solo exposto. Boa parte da energia solar é absorvida pela floresta para o processo de fotossíntese e evapotranspiração, Sem a floresta, quase toda essa energia é devolvida para a atmosfera em forma de calor, elevando as temperaturas médias.
- Agravamento dos processos de desertificação
- Proliferação de pragas e doenças, como resultado de desequilíbrio nas cadeias alimentares. Algumas espécies, geralmente insetos, antes sem nenhuma nocividade, passam a proliferar exponencialmente com a eliminação de seus predadores, causando graves prejuízos, principalmente para agricultura.

Além desses impactos locais e regionais da devastação das florestas, há também a queima das florestas que tem colaborado para aumentar a concentração de gás carbônico na atmosfera. É importante lembrar que esse gás é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa.

Desastres naturais

Hoje, há mais desabrigados no mundo em conseqüência de desastres naturais do que de conflitos. Na década de 90, as catástrofes naturais como furacões, inundações e incêndios afetaram mais de dois bilhões de pessoas, causando prejuízos superiores a US$ 608 bilhões, em todo o mundo – uma perda maior do que nas quatro décadas anteriores, combinadas. Porém, cada vez mais, a devastação provocada por estes desastres naturais é de origem “desnatural,” devido a práticas ecologicamente destrutivas e a um número cada vez maior de pessoas residindo no caminho do perigo, como por exemplo.
Contribuindo também para o custo crescente dos desastres, está a gigantesca expansão da população mundial e da urbanização, colocando no caminho do perigo mais e mais pessoas e um maior número de atividades econômicas. Uma em cada três pessoas – cerca de 2 bilhões – vive hoje a 100 quilômetros de um litoral. Treze das 19 mega-cidades mundiais (com mais de 10 milhões de habitantes) se localizam em áreas costeiras. Os efeitos projetados do aquecimento global, como eventos climáticos mais extremos e a elevação do nível do mar, simplesmente multiplicarão as perdas potenciais.
Embora “desastres desnaturais” ocorram por todos os lados, seu impacto recai desproporcionalmente sobre as populações pobres, que vivem em áreas vulneráveis e dispõem de poucos recursos para se precaverem ou se recuperarem das calamidades. Entre 1985 e 1999, 96% das fatalidades causadas por desastres registrou-se em países em desenvolvimento.
Durante a década passada, os desastres geofísicos e os relacionados às condições meteorológicas aumentaram em mais de 60% e isso reflete tendências a longo prazo. Com certeza, se as populações em áreas de alto risco continuarem a aumentar e as florestas continuarem a diminuir, há pouco motivo para otimismo. Além disso, muitos países industrializados continuam a lançar cada vez mais gases de efeito estufa na atmosfera. De acordo com um editorial na revista “Science”, adiar a redução dessas emissões “é como recusar tomar remédio para uma infecção em fase de desenvolvimento: isso com certeza vai sair mais caro no futuro”. Referindo-se a esses custos, um relatório canadense sobre diminuição de desastres disse: “A mudança climática pode ser considerada a questão ambiental mais profunda e abrangente com a qual a comunidade internacional já lidou.”

Principais desastres naturais e conseqüências:

· Inundações
As inundações são provocadas pelos rios e mar e são mais sentidas no curso inferior dos rios e litoral costa baixa.
Conseqüências:
· Deslizamentos de terras que podem provocam destruição e mortes.
· Prejuízos materiais e humanos

· Secas
As secas correspondem a períodos com valores de precipitação muito baixos ou inexistentes em relação à normalidade. Podem durar vários anos ou um ano.
Conseqüências:
*Degradação dos solos* Desmatamento* Desertificação* Fome – mortalidade

· Trocas de calor
Variação de temperaturas.
Conseqüências:
* Destruição de culturas
* Incêndios (Aumento do calor) e avalanches (queda brusca da temperatura)
* Mortalidade

· Tempestades tropicais
Tem origem no mar e normalmente dão origem a furacões (enormes sistemas de baixas pressões em que o ar ascende violentamente e em espiral) e quando chegam a terra arrasam extensas áreas e causam graves inundações

· Sismos
São movimentos bruscos, mais ou menos intensos, da crosta terrestre. Podem ter origem no mar (Maremotos) ou em terra (Terremotos), são mais freqüentes nas regiões de contato de placas.
O homem tem interferido nos vários ecossistemas naturais, e com essa interferência tem prejudicado a ele mesmo, quando não é feita de maneira correta. Independente das alterações no ambientes serem grandes ou pequenas todas elas, a longo ou médio prazo trazem conseqüências incalculáveis.

Não somos os seres mais importantes no cenário da vida na Terra, mas os únicos pensantes. É importante que as pessoas percebam que têm a responsabilidade de zelar pelo ambiente.
Estamos pagando um preço muito alto por toda essa comodidade, industrialização e desenvolvimento, pois a verdadeira causa de todos os impactos ambientais são as ações dos próprios homens, que infelizmente ficaram “cegos” frente a todo esse caos global e não percebem que eles mesmos estão “pagando à vista”, através do aumento dos desastres naturais.


Celso de Almeida

3 comentários:

antonio A pessoa disse...

ola amigo cavaleiro da historia muito obrigado por me ajudar em meu trabalho ,pois foi em seu blog que pesquisei sobre o conteudo nessecitado .
de seu amigo
Marcos Marreiro
santo Antonio RN

Max disse...

muito bom esse site ajuda a compreender o desmastamento precoce das floresta
Valeu!!!!!

Pedro disse...

Graças a você consegui contextualizar o desastre desnatural do homem a minha avaliação de matemática.Obrigado Roberto

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